Minha vó é uma peça

Eu prometi ser mais assídua nos posts, mas não vou mentir, eu andei sim jururu e sem vontade de escrever. Acontece. Tenho muitos rascunhos salvos, mas a finalização estava me consumindo… Vamos lá.

Eu já falei do meu avô materno nesse post, e hoje resolvi contar uma história da minha avó paterna. Se você acompanha o blog, você a conhece. Ela ilustrou o post sobre Causos (ruins) do Tinder. Sua foto fez muito sucesso:

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minha vó no teleférico

Eu amo teleféricos com ardor, e ela só foi porque eu quis ir. Ela é esse tipo de vó: feita de açúcar. Aquela vó que todo mundo quer ter. Quando eu era criança, passava o mês todo de férias na casa dela. Ela cozinha muito bem, e fazia tudo o que os netos mais gostavam. Ela é o tipo de vó que nunca vai me falar que eu estou feia. Aliás, o que é muito diferente da minha avó materna. Compare-se:

Situação 01- avó materna:

Quadro: estou passando pela sala despretensiosamente.

Vó: Nossa, mas você tá gorda heim, um bujão!!

Situação 02- avó paterna:

Eu: ai, vó, eu to tão gorda… – faço cara triste.

Vó: Magina! Tá linda, tá ótima, um peito duro desses – e aperta meu peito.

E é isso, minha vó paterna é feita de açúcar. Porém açúcar Tal&Qual, porque é diabética.


A história de hoje remonta ao ano de 2009, quando eu estava voltando de uma viagem. Toda a minha família e amigos estavam me esperando no desembarque, tinha até uma faixa de boas vindas. Eu sou muito amada! Ou era, espero que ainda seja… (eu fiquei meio jururu esses dias e estou vulnerável, percebe-se).

A questão é que, depois do pouso, eu demorei uma hora para ir ao encontro deles, porque eu não achava a minha mala. Nesse ínterim, naquela muvuca toda, minha vó avistou o então presidente do PT, José Genoíno.

Lembrando que em 2005, o assessor do irmão do Genoíno tinha sido flagrado no aeroporto com dólares na cueca. Essa história entrou pro folclore da corrupção nacional, ou seja, inesquecível. 

cueca_1-1280x1280

assim pode

cueca2

assim não pode (aliás, credo)

O que se seguiu foi que minha vó se aproximou do Genoíno e, ao esticar a mão para cumprimentá-lo, falou:

– Oi, tudo bem? E as cuecas? Tão cheias de dinheiro???

Minha mãe e minha madrinha que estavam junto saíram de perto, rindo. Ele deu um sorriso amarelo e se afastou.

Eu gostaria de pensar que ele tenha ficado constrangido, mas eu acho que esse sentimento não é inato em políticos…

Aguarde as próximas serelepices da minha vó. Essa foi uma história de nível leve para vocês se adaptarem a essa nova figura no blog. Vocês irão descobrir que eu não sou como sou por puro acaso (mas por genética).

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7 comentários sobre “Minha vó é uma peça

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